segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Que tipo de cristãos seremos?

Papa Emérito, Bento XVI, por ser um homem muito lúcido, e grande homem de oração, percebeu em muitos a vacilação na sua fé. Parece que nos dias atuais se pode sentir sobre o que Jesus nos quis alertar: “Quando vier o Filho do Homem, porventura ainda encontrará fé sobre a terra”? (Lc 18, 8). Por isso proclamou um Ano da Fé, a se encerrar na festa de Cristo Rei deste ano de 2013. Para muitos foi um alerta e uma ocasião para abrir o coração e a mente para as belezas da fé. Diante de verdades “duras” de nossa Doutrina, e diante da escuridão dos acontecimentos da vida, nunca diga “não creio”. Mas diga no máximo “tenho dificuldades em crer”.
 
"Diante de verdades 'duras' de nossa Doutrina... diga no máximo 'tenho dificuldades em crer'".
Gostaria de expor, aos caros amigos, por que nós devemos ter uma só fé e estar de acordo sobre os fundamentos principais da nossa vivência religiosa. O nosso Credo, não deve receber misturas de crenças não legítimas. A Igreja, durante seus vinte séculos de caminhada, sempre lutou pela integridade da fé, e pela pureza de nossa espiritualidade. É que sem a unidade na fé, não se pode constituir verdadeira Comunidade.
Como é que podem rezar junto duas pessoas, onde uma crê na Trindade Santa e outra não aceita ser filha de Deus? Por isso está certo o Doutor das Gentes, São Paulo, quando diz: “Esse mistério foi revelado a todos os pagãos, para conduzi-los à obediência da fé” (Rom 16, 26).
A nossa Igreja é Apostólica, porque mantém a essência da doutrina dos Apóstolos até os nossos dias. E nós queremos, felizes, aceitar de coração todas as grandes revelações do Filho de Deus.
A nossa atitude primeira, diante dos ensinamentos de Jesus e da sua Igreja é a aceitação prazerosa de todo o corpo de doutrina católica. A primeira atitude não pode ser a dúvida metódica, mas a aceitação tranqüila daquilo que o Espírito Santo depositou em nossas corações no dia do Batismo.
 
"O grande dever que surge, no término do Ano da Fé, é procurar nos esclarecer cada vez melhor sobre as 'razões de nossa esperança'".
O grande dever que surge, no término do Ano da Fé, é procurar nos esclarecer cada vez melhor sobre as “razões de nossa esperança”. O mundo moderno está cheio de “mestres” que nos vem ensinar muitas coisas e até rumos diferentes. ”Julgai todas as coisas, e retende o que é bom”. Queremos ter atitudes de filhos de Deus.                               
  
Dom Aloísio Roque Oppermann, scjArcebispo Emérito de Uberaba (MG)
Dom Roque escreveu 'Que tipo de cristãos seremos?' 
especialmente para o A12.com 

fonte: a12.com.br